Coisas para fazer em 2012 II

Conhecer Lisboa como a palma da minha mão:


Visitar sítios novos e revisitar sítios que deixaram saudade e vontade de voltar:


Tirar mais fotografias:


Aprender mais sobre as flores:


Ler (ainda) mais:


Aprender a cozinhar iguarias de deixar água na boca:


Aprender a costurar:


Aprender a arte de fazer origamis:


Acabar (finalmente) de decorar o meu quarto:


Voltar a ver os clássicos da Disney:


Acreditar (sempre):


Partilhar mais e estar mais presente:


Sorrir mais:


Fazer este ano valer a pena:


“For beautiful eyes, look for the good in others; for beautiful lips, speak only words of kindness; and for poise, walk with the knowledge that you are never alone.” 

“Happiness is the meaning and the purpose of life, the whole aim and end of human existence.” 

Sábio Pooh


“Piglet sidled up to Pooh from behind. "Pooh?" he whispered. 
"Yes, Piglet?" 
"Nothing," said Piglet, taking Pooh's hand. "I just wanted to be sure of you.” 
― A.A. MilneWinnie-the-Pooh

“You can't stay in your corner of the Forest waiting for others to come to you. You have to go to them sometimes.” 
― A.A. MilneWinnie-the-Pooh

“Promise me you'll always remember: You're braver than you believe, and stronger than you seem, and smarter than you think. 
--Christopher Robin to Pooh” 
― A.A. MilneWinnie The Pooh Deluxe Gift Box

Desde 2007 comigo


O que mais me diz.
Será para sempre o álbum que me lembra a ti.



Mas este está a ganhar o meu coração a pouco e pouco.
Conforta-me, acompanha-me, diverte-me.
E, o mais importante, é especial porque foi me oferecido por uma pessoa muito especial.


“For whatever we lose (like a you or a me), 
It's always ourselves we find in the sea.” 
― E.E. Cummings

Adoro


Everly Brothers - Till I Kissed You

Já cheguei a sentir-me assim :)

Volta felicidade, volta.
Pai Natal, menino Jesus e Estrela, façam uma forçinha. 

Para passar o tempo


Vou-me dedicar à costura, para ocupar a cabeça e esquecer a tristeza.
A dor de coração demora a passar, mas pode ser que com o tempo e projectos de vida cada vez se torne menos forte, menos presente.
Apesar de tudo, sei que amar-te-ei sempre, eu sei que sim. Mas a verdade é esta, eu sei quem sou, eu conheço-me.

Para o T. e para a C.

Apesar de nos conhecermos só à três anos, eu sinto que nos conhecemos desde sempre.
Vocês surpreendem-me a cada dia que passa, a vossa amizade é tudo para mim, eu sei disso.
Quero conseguir dar-vos tudo o que vocês me dão a mim, vocês merecem isso e muito mais.
Tenho muita sorte por vocês terem entrado na minha vida, agora está mais preenchida, mais significativa.
Espero que saibam o quanto gosto de vocês e o quão importantes são para mim.
O T., a C., eu, os atrofios do dia-à-dia, o estudo, os atrofios do estudo, a vida, as aulas, a amizade.
Vocês valem muito.
Obrigada por tudo,
R

Um dia, este dia.

Gostei do dia.
Apesar daquele toque de tristeza.
Deu para matar as saudades, e bem que tinha saudades de te ver.
Não somos dois estranhos, somos nós, amigos, mas amigos de verdade.
Espero que não tenhas levado a mal o desabafo, tinha de sair, já está, agora adeus.
Falar contigo, passear contigo, brincar contigo. Bons velhos tempos. Tinha saudades desse à-vontade tão nosso.
Três meses é muito tempo, especialmente quando se está triste, e passa tão devagar.
Gostei muito de te ver, acredita, a tua companhia soube-me a velhos tempos, tempos de inocência, tempos felizes.
És importante para mim, espero que saibas, quero que saibas, sempre foste, és e sempre serás. Fizeste-me muito feliz.
Gostei muito do dia.

One day

‘Dexter, I love you so much. So, so much, and I probably always will.’ Her lips touched his cheek. 
‘I just don't like you anymore. I’m sorry’

- Emma Morley 

Natureza

There is pleasure in the pathless woods,
There is a rapture on the lonely shore,
There is society, where none intrudes,
By the deep sea, and music in its roar:
I love not man the less, but Nature more,
From these our interviews, in which I steal
From all I may be, or have been before,
To mingle with the Universe, and feel
What I can ne'er express, yet cannot all conceal.

- Lord Byron, Childe Harold

És a minha ajudante preferida


Sou teu amigo, sim
Sou teu amigo, sim, quando a vida corre mal e tu ficas só e sentimental, 
sou alguém que gosta e é leal, tu tens um amigo aqui! 
Eu sou teu amigo, sim. Sou teu amigo, sim, Sou teu amigo, sim, 
Tens sarilhos, quem não tem?,
Mas não há nada que eu não faça só por ti, 
Ficamos juntos, até ao fim, tu tens um amigo aqui, sou teu amigo sim! 
Não sou mais forte nem sou mais inteligente que tu quando estás aqui, não sei..
Mas mais ninguém é mais amigo que eu e tu, só nós os dois pá!
O tempo vai passar e sem nos modificar, a amizade não vai ter fim,
sou teu amigo sim, sou teu amigo sim, sou teu amigo sim!

Papoila

Para a C.
Obrigada por seres minha amiga de verdade, e por me aturares, e por me animares, e por me fazeres ver as coisas mais claras, e por me dares conselhos, e por me divertir muito contigo. És a maior :)

Guarda-os bem guardadinhos no teu coração.
A nossa amizade vale mais que tudo.
E eu tenho tantas saudades dela.

Uma gaveta cheia de poemas

Quando ficamos como assim, a ouvirmo-nos e a falarmo-nos, somos capazes de descobrir muito mais do que todos eles, obedientes e assustados.
Como aqui, assim, estas palavras a levarem esta voz fazem-nos saber que estamos juntos, mesmo quando não há uma sala com estas paredes e só conseguimos duvidar e duvidar deste verdade.
Estamos juntos, mesmo quando nos separamos pelas ruas e, dentro de nós, somos um exército de segredos, mesmo quando nos escondemos do mundo que desejámos e que desejamos indescontroladamente, desincomparavelmente, como um silêncio que mente e mente e não mente.
Estamos juntos no silêncio, apesar desta voz carregada por estas palavras, apesar das formas todas dos nossos corpos e dos desenhos que somos capazes de fazer com o olhar. As nossas mãos procuram-se à noite, dentro das luzes apagadas. As nossas mãos, nossas, encontram-se agora e são invisíveis. Sabemos que os nossos dedos tocaram outros dedos, tocaram nomes e cordas de guitarra. Sabemos quem somos.
Somos muitos e sabemo-nos reconhecer. Assim, como aqui, esperamos a madrugada, sabendo que fomos nós, juntos, que a construímos. Esperamos muito mais que a madrugada.
Temos a força de para sempre, aprendemos a renúncia de nunca mais. A disciplina está enterrada naquilo que não é medo, é força, e que nos protege, que nos protegemos a nós próprios.
Esta voz, se eles conseguirem entender esta voz, mudaremos de língua. Esta voz é esta sala. Esta voz são os caminhos que fizemos à margem de cidades e de argumentos razoáveis. As palavras são pedras. As certezas perseguiram-nos e abrandámos para que nos alcançassem.
Agora, controlamos pontes e quotidianos. Agora, esta voz dirige-se ao teu rosto.
Nada nos é impossível. Nem mesmo o impossível nos é impossível. Explicamo-nos uns aos outros e, sem que ninguém nos perturbe, encontramo-nos sempre, como agora, assim, como agora, aqui, assim.

José Luís Peixoto, em Gaveta de Papéis (2008)

Ingenuidade


Ainda te consideras ingénuo?
Eu tento sempre. Acho que a ingenuidade é uma qualidade em muitos aspetos. Faz-nos bem e faz bem aos outros. Não é ingenuidade ignorante, é dar uma oportunidade às coisas, ou despir-se dos preconceitos que nos empobrecem - porque vamos achar que já conhecemos tudo e perdemos a possibilidade de explorar, de nos deslumbrar. 
Quando as coisas não correram completamente mal, precisamos de coisas imensas para nos deslumbrar, quando já correram todo o mal que podiam correr já não nos conseguimos deslumbrar sequer. 
E perder esta capacidade é uma tristeza. 
Eu vim de um lugar, e tento não me esquecer disso, em que havia um baile e os velhos iam pôr-se ali e era um divertimento gigante, imenso. E não era porque não haviam outras coisas que fazer, era ‘o’ divertimento. Para eles, estar sentado na cadeira lá no jardim já era alguma coisa. E eu acho que com a quantidade de estímulos que existem, temos de fazer um esforço grande de nos encantar e de querermos descobrir e encontrar beleza em coisas simples.


José Luís Peixoto, em Abraço mesmo abraço,
entrevista para a Vogue Portugal

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