Shake it out and carry on



Florence + The Machine - Shake It Out

Tudo o que vivemos e por tudo o que passámos, tudo o que nos fez gritar que nem loucos, tudo o que nos fez chorar de tanto rir, tudo o que nos fez sentir um turbilhão de sensações a percorrer todo o nosso corpo, tudo o que nos fez adormecer a chorar, tudo isso e isso tudo, é o que nos faz ser quem somos, é o que nos molda, é o que nos faz agir de maneira que o fazemos.
Tudo o que passámos transforma-nos, mau ou bom, é parte de nós.
Cabe-nos a nós saber lidar com todas as situações e tentar sempre aprender e agir de acordo com o que sentimos porque se há coisa que não devemos fazer é contrair o nosso coração, aí estaríamos a enganar-nos a nós próprios.
É o caminho que temos de percorrer para nos podermos conhecer a nos próprios e para descobrirmos qual é o nosso sonho, aquilo que queremos fazer ou onde queremos chegar.
Acabei hoje de ler "O Alquimista" de Paulo Coelho. Este livro fez-me pensar sobre este assunto. Recomendo.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Fernando Pessoa

O dia em que aprendi a andar de bicicleta




Após anos e anos de estudo sobre tema e com a ajuda de duas fantásticas professoras (a R. e a V.), consegui (finalmente!) dominar o cavalo de ferro (também conhecido por bicicleta) e dar umas voltinhas em duas rodas! Acompanhada por um fiel capacete e cotoveleiras, dando um bonito espectáculo a quem por ali passava, e entre muita risada, assim foi conquistado mais um objectivo de vida.
Aqui fica para a minha história pessoal o dia em que aprendi a andar de bicicleta.
Agora só me falta arranjar uma bicicleta bonitinha (como a da imagem) para praticar e pavonear a minha linha-recta-meio-torta por este mundo fora.


Temos que aproveitar as oportunidades que nos aparecem à frente, mesmo aquelas que não parecem sê-lo.

Let's get to work


Sexta foi o meu último dia de exames.
Hoje foi o meu primeiro dia de trabalho de verão.
O facto de poder ajudar e de fazer parte de algo faz-me sentir muito bem comigo própria.
E assim começa a primeira semana do meu mês de Julho, a trabalhar!

Being Erica


É a série que tenho andado a ver nos últimos tempos.
Nesta série, a protagonista, Erica Strange, faz uma terapia fora do normal com o Dr. Tom através da qual viaja no tempo para reviver e resolver certos momentos da sua vida que fazem agora parte da sua lista de arrependimentos. Ao fazê-lo aprende também a lidar com as situações actuais da sua vida.
É uma série divertida, com algum drama à mistura, e interessante, porque faz-nos pensar como é que reagiríamos em determinadas situações ou então que às vezes não lidamos da melhor maneira com elas.
Recomendo :)

Aqui fica uma música que aparece na 2ª Temporada interpretada por um personagem, Kai Booker, que é na realidade Sebastian Pigott e que juntamente com o seu irmão Oliver formam a banda The Pigott Brothers.


The Pigott Brothers - Alien Like You

Once upon a time


Princess of China - Coldplay

(Versão acústica)

E só de pensar que há quase um ano atrás estava a vê-los ao vivo entre muitas cores, borboletas e fogo de artifício.

Pessoas inspiradoras

Homem sem pernas sobe o Kilimanjaro e redefine o 'impossível'

David Johnson, Spencer West e Alex Meers no Pico Uhuru (ponto mais alto do Kilimanjaro)

Spencer West nasceu com uma rara desordem genética, doença que ditou que lhe fossem amputadas as pernas com apenas cinco anos de idade. Apesar dos avisos dos médicos que, avisaram os pais de que o filho «nunca faria grande coisa da sua vida», Spencer provou que a herança genética não lhe traçou o destino e subiu o Kilimanjaro utilizando…as mãos.
Aos 31 anos, Spencer West dá palestras sobre motivação, é activista e continua a desafiar a previsão dos médicos, desta vez, ao escalar em sete dias uma montanha que, por ano, reclama a vida de 10 escaladores. No seu blog – Possible Redefined – descreve o momento em que alcançou o cume de quase seis mil metros do Monte Kilimajaro, na Tanzânia, como um daqueles na vida em que tudo vale a pena: «A montanha que eu tinha prometido ao mundo que escalaria estava ali. Os dedos sangrentos e as feridas valeram a pena».
A escalada de sete dias foi feita na companhia dos seus melhores amigos, David Johnson e Alex Meers, e levou-os através de terrenos, primeiro rochosos, e, por fim, gelados que Spencer atravessou caminhando sob as mãos. A cadeira de rodas especialmente desenhada para West foi usada em apenas 20% do caminho, já que o piso acidentado pouco permitiu a sua utilização.
Com esta iniciativa, West, norte-americano residente no Canadá, conseguiu angariar meio milhão de dólares para um projecto da ONG Free the Children, que tem como objectivo levar água potável e esgotos até às escolas e aldeias do Quénia.
O trio alcançou o Pico Uhuru - ponto mais alto do Kilimanjaro - no domingo, depois de uma escalada de sete horas. Ao subir ao cimo deste antigo vulcão que se ergue no meio da savana da Tanzânia Spencer West parece dar razão ao slogan de uma famosa marca de artigos desportivos: 'Impossible is nothing!'.
Homem sem pernas sobe o Kilimanjaro e redefine o 'impossível' (21 de Junho de 2012). SOL online


São estas coisas que nos fazem ver que o que nos limita é a mesmo a nossa mente.
E nós deixamos que nos limite, deixamos que nos corte os sonhos e esperanças porque não acreditamos serem possíveis.
Às vezes são os outros que nos dizem não vais conseguir, mas a maior parte das vezes somos nós que o fazemos, e com isso conseguimos ser o nosso próprio inimigo.
É preciso acreditar em nós próprios, nas nossas capacidades e nos nossos sonhos. Só assim podemos chegar aonde queremos e, tal como o Spencer, podemos redefinir o possível.
Ele subiu ao Kilimanjaro, sem pernas, conseguiu-se superar física e psicologicamente e fê-lo por uma causa, para angariar dinheiro para ajudar a ONG Free The Children a levar água potável e esgotos até às aldeias e escolas do Quénia.
Ele começou este projecto Redefine Possible devido às palavras de uma menina que conheceu quando fez voluntariado numa aldeia do Quénia uns anos antes. Enquanto olhava para o lugar onde deveriam estar as pernas de Spencer a menina disse: "I didn't know things like this happened to white people, too." Spencer diz que estas palavras mudaram todo o curso da sua vida.
Uma verdadeira lição de vida.

Somebody that I used to know

Custa saber que gostamos de alguém com todo o nosso coração mas que essa não é pessoa com quem vamos partilhar a nossa vida.
Saber que mais tarde ou mais cedo a relação vai acabar.
Mas não o querer admitir porque o que se sente é forte, por pensar que é suficiente para afastar o que já sabemos dentro de nós, it isn't meant to be.
Talvez naquele momento aquela pessoa é tudo o queremos e por quem tudo sentimos.
Mas saber que noutro momento não o será e que isso irá acontecer eventualmente, custa e deita-nos abaixo.
Quando se chega a esse ponto final, a pessoa que conhecemos, com quem partilhámos tudo, a pessoa que amámos passa a ser só alguém que um dia conhecemos bem.
Custa, é claro que custa, e faz muita confusão, mas tinha de acontecer e é preciso saber pôr um ponto nesse capítulo, guardar as boas memórias e andar para a frente.


Tall Ships Races Lisboa





Já sabiam disto?
Imaginem só estes grandes veleiros iluminados à noite e com Lisboa e o Tejo como pano de fundo!
Lisboa é um dos 5 portos desta grande regata e vai receber, de 19 a 22 de Julho, 60 Tall Ships e 5000 tripulantes. Para além da grande atracção que são estes veleiros haverá ainda muita animação cultural e concertos.  
Tenho a certeza que este será um evento incrível e a não perder, por isso passem a palavra e vamos todos embarcar nesta aventura!

Querida Amy


A companheira das minhas horas de estudo.

(Esta música deixa-me arrepiada, talvez porque fala de uma verdade que sinto dentro de mim)


Não gosto de dias como o de hoje, em que faltam palavras e sobram silêncios.

Selo com desafio


Muito obrigada Catarina (Cheirinho a chocolate e canela) por me escolheres para este desafio!
Apresento-vos aqui então 7 factos sobre mim que ainda não sabiam:

1. Gosto de estar rodeada pela natureza ou por livros
2. Andei bastante tempo numa escola espanhola
3. Ler é uma das coisas que mais gosto de fazer
4. Normalmente consigo perceber se vou gostar ou não de uma comida pelo cheiro
5. Gosto de “sujar as mãos” quando estou a cozinhar
6. Gostava de aprender a dançar tango
7. Tenho uma família fantástica que é basicamente o meu pilar hoje e sempre! :) (Este “roubei” à Catarina porque sinto exactamente o mesmo!)

Agora era suposto escolher 15 blogs para oferecer este prémio, mas gostava de o oferecer a quem por aqui passa e que queira aceitar o desafio de se dar a conhecer melhor :)
Se o quiserem aceitar, deixem-me o link do post para eu vos poder conhecer melhor também :)

Little Miss Sunshine




Um filme para não parar de rir!
Com uma grande mensagem:
Seguir sempre os nossos sonhos e mantermo-nos fiéis a nós próprios.
A banda sonora acompanha perfeitamente o filme.
Vale mesmo a pena ver e rever!

Este filme, uma boa companhia e um bolinho de laranja muito bom (receita da bisavó da V.) dão um serão de domingo à noite perfeito perfeito, acreditem :)

Hoje apetece-me ouvi-lo..


Pedro Abrunhosa - Eu Não Sei Quem Te Perdeu

Porque hoje ele vai actuar no Coliseu de Lisboa (e eu gostava muito de lá estar).
Porque era o meu cantor preferido quando era pequena, chamava-lhe Pedro Adivinhosa (não conseguia dizer bem os R's então não os dizia e trocava as palavras, sei lá eu como).
E porque gosto, muito mesmo.

Levanta o olhar. Tanto caminho até o horizonte e, depois, tanto caminho. Há sombras no verão que nos esperam. Há rios que correm ao nosso lado. Há a natureza inteira, connosco. Há cidades, medidas e traçadas em mapas, iremos atravessá-las. Seremos capazes de agradecer à chuva. Seremos capazes de sorrisos incandescentes, marcaremos desencontros com a cegueira da noite.

Levanta o olhar. Tantas possibilidades, cento e oitenta graus de possibilidades. Seremos capazes de aprender com cada passo, com a companhia das nuvens, com o inverno. Os lugares onde estivermos saberão diluir-se na nossa pele, respiraremos o silêncio dos objectos parados, seremos pagos em paisagem.

Nada termina. Levamos tudo connosco. Carregamos malas invisíveis e cheias. Daqui a muito tempo, havemos de abri-las e estender o que acumulámos num lugar que escolhermos, tranquilo. Contemplaremos o nosso espólio e, de olhar limpo, sentiremos com justiça o tamanha do nosso rasto.

José Luís Peixoto

Amor burguês

Havemos de engordar juntos.

Normalmente, toda a gente está demasiado preocupada em colocar a barra que diz "cliente seguinte", estão ansiosos, nervosos, têm medo que aquele que está à frente lhes leve os iogurtes, têm medo de pagar o fiambre daquele que está atrás. Enquanto não marcam essa divisão, não descansam. Depois, não descansam também, inventam outras maneiras de distrair-se. É por isso que poucos chegam a aperceber-se de que a verdadeira imagem do amor acontece na caixa do supermercado, naqueles minutos em que um está a pôr as compras no tapete rolante e, na outra ponta, o outro está a guardá-las nos sacos.

As canções e os poemas ignoram isto. Repetem campos, montanhas, praias, falésias, jardins, love, love, love, mas esse momento específico, na caixa do supermercado, tão justo e tão certo, é ignorado ostensivamente por todos os cantores e poetas românticos do mundo. Bem sei que há a crueza das lâmpadas fluorescentes, há o barulho das caixas registadoras, pim-pim-pim, há o barulho das moedas a caírem nas gavetas de plástico, há a musiquinha e os altifalantes: responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12, responsável da secção de produtos sazonais à caixa 12; mas tudo isso, à volta, num plano secundário, só deveria servir para elevar mais ainda a grandeza nuclear desse momento.

É muito fácil confundir o banal com o precioso quando surgem simultâneos e quase sobrepostos. Essa é uma das mil razões que confirma a necessidade da experiência. Viver é muito diferente de ver viver. Ou seja, quando se está ao longe e se vê um casal na caixa do supermercado a dividir tarefas, há a possibilidade de se ser snob, crítico literário; quando se é parte desse casal, essa possibilidade não existe. Pelas mãos passam-nos as compras que escolhemos uma a uma e os instantes futuros que imaginámos durante essa escolha: quando estivermos a jantar, a tomar o pequeno-almoço, quando estivermos a pôr roupa suja na máquina, quando a outra pessoa estiver a lavar os dentes ou quando estivermos a lavar os dentes juntos, reflectidos pelo mesmo espelho, com a boca cheia de pasta de dentes, a comunicar por palavras de sílabas imperfeitas, como se tivéssemos uma deficiência na fala.

Ter alguém que saiba o pin do nosso cartão multibanco é um descanso na alma. Essa tranquilidade faz falta, abranda a velocidade do tempo para o nosso ritmo pessoal. É incompreensível que ninguém a cante.

As canções e os poemas ignoram tanto acerca do amor. Como se explica, por exemplo, que não falem dos serões a ver televisão no sofá? Não há explicação. O amor também é estar no sofá, tapados pela mesma manta, a ver séries más ou filmes maus. Talvez chova lá fora, talvez faça frio, não importa. O sofá é quentinho e fica mesmo à frente de um aparelho onde passam as séries e os filmes mais parvos que já se fizeram. Daqui a pouco começam as televendas, também servem.

Havemos de engordar juntos.

Estas situações de amor tornam-se claras, quase evidentes, depois de serem perdidas. Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é atravessar sozinho os corredores do supermercado: um pão, um pacote de leite, uma embalagem de comida para aquecer no micro-ondas. Não é preciso carro ou cesto, não se justifica, carregam-se as compras nos braços. Depois, como não há vontade de voltar para a casa onde ninguém espera, procura-se durante muito tempo qualquer coisa que não se sabe o que é. Pelo caminho, vai-se comprando e chega-se à fila da caixa a equilibrar uma torre de formas aleatórias.

Quando se teve e se perdeu, a falta de amor é estar sozinho no sofá a mudar constantemente de canal, a ver cenas soltas de séries e filmes e, logo a seguir, a mudar de canal por não ter com quem comentá-las. Ou, pior ainda, é andar ao frio, atravessar a chuva, apenas porque se quer fugir daquele sofá.

E os amigos, quando sabem, não se surpreendem. Reagem como se soubessem desde sempre que tudo ia acabar assim. Ofendem a nossa memória.

Nós acreditávamos.

Havemos de engordar juntos, esse era o nosso sonho. Há alguns anos, depois de perder um sonho assim, pensaria que me restava continuar magro. Agora, neste tempo, acredito que me resta engordar sozinho.


José Luís Peixoto, in revista Visão (Janeiro, 2012)

Saudades..


David Fonseca - I See The World Through You

De outros tempos.
Tempos simples.
Templos felizes.
Estes já não voltam, mas também não vão partir, fazem parte de mim.
Para sempre.

Blogger award

A blogger helenantunes do Pretty Precious Things ofereceu-me este prémio.
Muito obrigada! :)
Cá vão as respostas.


1. Nome da minha música favorita? 
Sempre tive dificuldade em escolher uma só música preferida.. Até que descobri a Fix You dos Coldplay. Esta música diz-me muito e faz-me sempre sentir melhor. Um dos momentos mais especiais que vivi foi ouvi-la ao vivo no Optimus Alive :)

2. Nome da minha sobremesa favorita? 
Fondue de chocolate (o chocolate é a minha perdição!)

3. O que me tira do sério?
Faltas de respeito e hipocrisia

4. Quando estou chateada?
Tenho de desabafar com alguém senão fico assim o dia todo

5. Qual o meu animal de estimação favorito?
O meu canário Óscar, claro! Sei que isto deve parecer estranho (mas se o conhecessem veriam que é verdade!), para um pássaro o meu tem bastante personalidade e, às vezes, chego a duvidar se não terá algumas crises de identidade (quando se arma em Bob, o construtor, quando se coça como um cão ou quando faz a sua dança estranha) :P

6. Preto ou branco?
Branco

7. Maior medo?
Perder as pessoas que me são mais queridas

8. Atitude quotidiana? 
Ver o lado positivo das coisas

9. O que é perfeito?
Reencontrar pessoas que não vejo há muito tempo e ficar horas a pôr a conversa toda em dia

10. Culpa?
Ter tratado melhor quem não merecia do que quem merece tudo

Sete factos aleatórios sobre mim:

1. Não passo um dia sem comer chocolate
2. Adoro beber chá, seja inverno, seja verão
3. O meu sonho é ter uma biblioteca em casa
4. Gosto de me perder por Lisboa, sozinha ou acompanhada, e descobrir os seus encantos e recantos 
5. Adoro o sotaque britânico
6. Tirei a carta há coisa de um mês
7. Não sei andar de bicicleta

A quem é que ofereço este prémio?


Regras?

1. mandar o link para a pessoa que nos ofereceu 
2. preencher o formulário com as perguntas
3. oferecer a 10 blogs e informá-los por comentário ou e-mail
4. partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós

Não gosto..


Quando tenho um almoço de família e não posso ir porque tenho um trabalho para entregar e um exame no dia seguinte. 
Custa ainda mais quando a filha do meu padrinho (de dois anos e meio), que não vejo muitas vezes, quando lhe perguntam quem é que quer ver, diz que quer ver a Ita..
Gostava de poder estar mais vezes com a minha família.


Jason Mraz - I Won't Give Up

Obrigada C.!
Pela música. 
Pela conversa. 
Pela esperança.
Mas, acima de tudo, pela amizade.

Dance with me


Snow Patrol - In The End

Não estava nada à espera dum videoclip assim.
Só vem confirmar uma suspeita minha: Adoro este homem de qualquer maneira!
Snow Patrol, até já!  


“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” 


Phil Collins - You'll be in my heart

Hoje apetece-me ouvir isto.
Porque adoro Phil Collins e porque me traz memórias do Natal em que recebi o meu primeiro discman (que tanto pedi) e também o CD da banda sonora do Tarzan.

Tesouros





(Estes estão cá em casa)

Adoro postais.
Adoro recebê-los mas gosto ainda mais de enviá-los (é algo que devia fazer mais vezes).
Adoro encontrar postais antigos em feiras ou livrarias antigas mas gosto ainda mais quando esses mesmos postais têm algo escrito atrás.
Gosto de lê-los, gosto de tentar imaginar quem os escreveu, o que sentiam quando os escreveram, a quem eram dirigidos.
São pequenos fragmentos da vida de pessoas que nunca vou conhecer, e que agora estão espalhados pelo mundo, à espera de um novo destinatário. Gosto de os trazer para casa, para mim são tesouros.




Yann Tiersen - Comptine d'un autre été: L'après midi


Yann Tiersen - La Noyée

Love


Gostava tanto de ter uma..
Acho que seríamos muito felizes juntas.



To see a world in a grain of sand 
And a heaven in a wild flower, 
Hold infinity in the palm of your hand 
And eternity in an hour.

Quando nos sentimos tristes, sem razão aparente, ou por todas as razões do mundo, o que devemos fazer?


“There are two basic motivating forces: fear and love. When we are afraid, we pull back from life. When we are in love, we open to all that life has to offer with passion, excitement, and acceptance. We need to learn to love ourselves first, in all our glory and our imperfections. If we cannot love ourselves, we cannot fully open to our ability to love others or our potential to create. Evolution and all hopes for a better world rest in the fearlessness and open-hearted vision of people who embrace life.” 
― John Lennon

O meu olhar é nítido como um girassol



O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

Creio no Mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo…

Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar...

Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar...

“O Guardador de Rebanhos”. In Poemas de Alberto Caeiro
Fernando Pessoa.

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